Pragas urbanas

Caramujo africano: risco à saúde e manejo correto

Achatina fulica (caramujo-gigante-africano)

Como identificar caramujos

  • Concha cônica alongada de 8 a 15 cm, marrom com listras claras
  • Atividade noturna e após chuvas, em muros, canteiros e paredes úmidas
  • Rastros de muco brilhante em paredes, calçadas e vidros
  • Postura de até 400 ovos por vez, em pequenas covas no solo úmido

Riscos à saúde e ao patrimônio

  • Hospedeiro intermediário de Angiostrongylus cantonensis (meningite eosinofílica)
  • Hospedeiro de Angiostrongylus costaricensis (angiostrongilíase abdominal)
  • Contaminação de hortas e plantas consumidas cruas pelo muco
  • Prejuízo a jardins, hortas e paisagismo pela alta voracidade

Por que caramujos aparecem

  • Terrenos com entulho, mato alto, restos de poda e umidade permanente
  • Hortas, canteiros e jardins regados em excesso
  • Transporte acidental em vasos, mudas e terra vegetal
  • Descarte inadequado de caramujos coletados, gerando novo foco

Como prevenir

  • Coletar sempre com luvas ou saco plástico — nunca com a mão nua
  • Destinar corretamente conchas e animais coletados, conforme orientação técnica
  • Manter roçado, drenagem e retirada de entulho em dia
  • Lavar bem verduras e frutas consumidas cruas

Mitos e fatos

Mito: Sal é a melhor forma de matar.
Fato: O sal causa morte lenta, saliniza o solo e não elimina os ovos já postos no terreno.
Mito: É o mesmo caramujo da esquistossomose.
Fato: A esquistossomose é transmitida por caramujos aquáticos do gênero Biomphalaria, não pelo Achatina fulica.

Serviço indicado: Controle de Caramujos

O controle de caramujos, especialmente o caramujo africano (Achatina fulica), combina catação manual com destinação correta, tratamento moluscicida das áreas de abrigo e manejo de umidade e vegetação. A coleta deve ser feita sempre com luvas.

Controle de caramujos nas principais cidades